ENTRETENIMENTO

“The Noite” de Gentili mostra um padrão de qualidade incomum no SBT



Em 1988, reconhecendo que a excelente audiência da programação popular do SBT não atraía anunciantes de peso para a emissora, Silvio Santos resolveu apostar em atrações de mais qualidade. Em agosto daquele ano estrearam o “TJ Brasil”, apresentado por Boris Casoy, e “Jô Soares Onze e Meia”.

Vinte e cinco anos (e alguns meses) depois, Danilo Gentili estreou o “The Noite” no SBT fazendo uma reverência justamente ao talk show de Jô Soares. Uma homenagem irônica, diga-se, ao mostrar uma réplica do cenário original do antigo programa tomado por teias de aranha e poeira.

Assim como ocorreu no passado, o contraste da nova atração com o que o SBT exibe no dia a dia é gritante. Uma produção sofisticada ajudou a embalar um projeto que Gentili já havia esboçado com o “Agora É Tarde”, na Band, entre 2011 e 2013, a de um programa com mais “show” e menos “talk”, no qual mesmo as entrevistas estão a serviço do espetáculo.

Não faltaram “homenagens” à Band e à equipe do “Agora É Tarde”. Roger Moreira elogiou o cenário do “The Noite” por “não ser reciclado”, numa alusão ao material do programa de Rafinha Bastos que parece reaproveitado. “É um papel pequeno, qualquer idiota pode fazer”, disse Gentili ao apresentar o substituto de Marcelo Mansfield, que ficou na antiga casa.

Não basta superprodução se não há conteúdo, e o “The Noite” escapou desta armadilha no encontro do apresentador com o seu convidado, o comediante Fabio Porchat. Uma série de brincadeiras combinadas entre os dois deu a aparência de espetáculo de humor à entrevista.

De um modo geral, a estreia do “The Noite” foi muito boa. O capricho da produção, o cuidado com o roteiro, a segurança de Gentili, tudo contribuiu para causar uma ótima impressão.

Fonte: UOL Entretenimento
Foto: Reprodução

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