ENTRETENIMENTO

“Tá no Ar” faz crítica rápida, mas certeira dos absurdos da TV



Uma chamada exibida pouco antes da estreia advertiu o espectador sobre o ritmo de “Tá no Ar: a TV na TV: “O programa pula de canal em canal sem sair da Globo”.

Com a proposta de rir do universo da televisão, o humorístico criado por Marcius Melhem e Marcelo Adnet tentou oferecer ao público, em sua estreia, uma experiência drástica: ficar diante de um aparelho de TV, mas sem poder algum sobre o controle remoto, que freneticamente passa de uma emissora para outra.

Com direito a paródias de propagandas famosas (Friboi, Ipiranga, Nextel) e aos programas policias vespertinos, chamado “Jardim Urgente”. Uma versão de Silvio Santos apareceu brevemente na tela, vivido por Adnet, dizendo: “O que eu tô fazendo neste canal? Tá errado”. Mas melhor piada, na minha opinião, acabou sendo a versão do seriado “House”, na qual Melhem viveu o médico “Dr. SUS”. Diante dos casos mais graves e horrendos que atendeu no hospital, ele repetia sempre o mesmo diagnóstico: “É virose”.

“Tá no Ar'' se propõe a resgatar uma velha tradição de programas de humor da emissora, presente desde a década de 60, com foco na crítica bem-humorada ao universo da televisão — “TV0 – TV1″, “Satiricom'', “TV Pirata'', entre outros.

“Tá no Ar” repetiu, em forma de piada, uma crítica recorrente dos fãs de Adnet, segundo a qual ele era melhor nos tempos da MTV. Foi uma estreia muito boa, mas o ritmo acelerado demais fez a Globo ficar um pouco com a cara da MTV.

Fonte: UOL Entretenimento/ Mauricio Stycer/ Editado por OpenBrasil.org
Foto: Reprodução

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